Os livros que a Dua Lipa escolheu para o seu clube do livro em 2026

Por neverleavenaked

Dua Lipa encontrou nos livros uma forma de ampliar o seu olhar sobre o mundo. A cantora costuma dizer que a literatura sempre foi para ela um espaço de conforto, descoberta e conexão com diferentes perspectivas. Foi justamente dessa paixão que nasceu, em 2023, o Service95 Book Club, um clube do livro que reúne, todos […]

Dua Lipa encontrou nos livros uma forma de ampliar o seu olhar sobre o mundo. A cantora costuma dizer que a literatura sempre foi para ela um espaço de conforto, descoberta e conexão com diferentes perspectivas. Foi justamente dessa paixão que nasceu, em 2023, o Service95 Book Club, um clube do livro que reúne, todos os meses, uma nova leitura escolhida por ela, além de entrevistas exclusivas com os autores e conversas que aprofundam os temas abordados em cada obra.

Além de recomendar livros, o projeto busca incentivar reflexões sobre cultura, política, identidade e comportamento, criando uma comunidade de leitores em torno dessas discussões. O sucesso da iniciativa foi tão grande que, neste ano, Dua deu mais um passo ao inaugurar a Biblioteca Manifesto, um espaço literário permanente dentro da histórica Livraria Lello, no Porto, em Portugal. Como uma extensão do Service95 Book Club, a biblioteca reúne mais de 100 obras que já foram banidas ou censuradas em diferentes partes do mundo, reafirmandoa vontade da cantora em dar visibilidade a vozes silenciadas e estimular o pensamento crítico por meio da literatura. Se você está procurando a próxima leitura, vale conhecer os livros que já passaram pelo Service95 Book Club este ano. Reunimos as escolhas da Dua e um pouco do que torna cada uma delas especial.

Janeiro | Night People – Mark Ronson

Na primeira leitura de 2026, Dua escolhe o novo livro de Mark Ronson. A obra revisita a cena dos clubes de Nova York nos anos 90 e acompanha os desafios e aprendizados que marcaram o início de sua carreira. Apaixonada pela vida noturna, Dua conta que se emocionou com histórias que não conhecia, mesmo sendo amiga de Ronson. Para ela, a obra celebra a energia das pistas de dança e completa uma espécie de “trilogia” sobre Nova York, ao lado de Just Kids, de Patti Smith, e Widow Basquiat, de Jennifer Clement. 

Fevereiro | The Son of Man – Jean-Baptiste Del Amo

Em fevereiro, Dua escolheu um romance que acompanha o retorno inesperado de um homem ao convívio da esposa e do filho, levando a família para uma antiga casa isolada nas montanhas, onde ele viveu uma infância marcada pela violência. Segundo a cantora, o livro constrói uma tensão constante e faz uma reflexão profunda sobre como traumas e comportamentos violentos podem atravessar gerações. Ela também destaca a escrita poética de Jean-Baptiste Del Amo e a forma como o autor equilibra a dureza da narrativa com uma mensagem de esperança ao mostrar que esse ciclo pode ser interrompido. 

Março | Bad Feminist – Roxane Gay

A escolha de março é Bad Feminist, uma coletânea de ensaios em que Roxane Gay discute feminismo, cultura pop, raça, classe, sexualidade e identidade com humor, honestidade e sensibilidade. Para Dua, o livro parece uma conversa com uma amiga inteligente que não tem medo de assumir as próprias contradições. Ela destaca que a autora desconstrói a ideia de uma “feminista perfeita” e mostra que é justamente nas imperfeições e nos debates do cotidiano que o feminismo ganha força e significado.

Abril | Jerusalem – Jez Butterworth

Diferente das indicações anteriores, abril traz uma peça de teatro. Dua conta que leu Jerusalem pela primeira vez aos 15 anos e que nunca esqueceu Johnny “Rooster” Byron, o protagonista excêntrico e carismático da história. Ao revisitar a obra anos depois, ela reforça como o texto continua atual e envolvente. A peça mostra, segundo a cantora, que ler teatro pode ser tão imersivo quanto assistir a uma montagem no palco.

Maio | So Late In The Day – Claire Keegan

Apesar de poder ser lido em menos de uma hora, So Late In The Day é, para Dua, um daqueles livros que permanecem com o leitor muito depois da última página. A história acompanha um homem comum em um dia aparentemente banal, mas que aos poucos revela as pequenas atitudes e comportamentos que desgastaram seu relacionamento. A cantora destaca a delicadeza da escrita de Claire Keegan ao abordar uma forma sutil e cotidiana de misoginia, mostrando como gestos quase imperceptíveis também podem causar grandes consequências.

Junho | Having Spent Life Seeking – Kae Tempest

Para junho, Dua escolhe o novo romance de Kae Tempest, artista que ela já admirava por transitar entre literatura, música, poesia e teatro. O livro acompanha Rothko, que retorna à cidade natal depois de anos na prisão e precisa enfrentar o próprio passado. Ao longo da narrativa, temas como identidade de gênero, família, dependência, amor e perdão se entrelaçam em uma história sobre recomeços. Para Dua, o grande mérito da obra está na sensibilidade com que Kae Tempest retrata personagens complexos e na esperança que surge quando aprendemos a nos perdoar.

Julho | Free – Lea Ypi

Em Free, Lea Ypi relembra a infância na Albânia durante os últimos anos do regime comunista e acompanha as mudanças que vieram com a queda do sistema. Narrada pelo olhar de uma criança, a história mostra como situações que hoje parecem absurdas faziam parte da rotina de quem viveu naquele período. Ao longo do livro, a ideia de liberdade ganha novos significados. O que parecia ser um futuro promissor também trouxe incertezas, crises e perdas para muitas famílias. Dua conta que a leitura mudou sua forma de enxergar um país que ela já conhecia e mostra como acontecimentos tão recentes podem transformar completamente a vida de uma geração.





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