Uma das viagens mais incríveis que já fiz foi para Copenhagen, ao lado da minha mãe. Como ela é apaixonada por gastronomia, nosso roteiro teve um foco enorme na culinária local. Mas a cidade vai muito além dos restaurantes: design, arquitetura e moda fazem parte da identidade dinamarquesa e merecem tanta atenção quanto a comida.
Antes de chegar, fizemos uma escala em Amsterdã — que, aliás, vai ganhar um guia só dela.
Ficamos hospedadas no Bella Grande Hotel, que tem uma localização excelente, a poucos minutos do Tivoli Gardens. Apesar disso, o café da manhã deixou a desejar e tivemos alguns problemas com a limpeza do quarto. Outro detalhe importante, fomos em julho e, mesmo no verão, alternamos dias de muito calor (o hotel não possui ar-condicionado) com dias frios e ventosos. Moral da história, sua mala precisa ser híbrida e pensada para todas as estações!
Nossa primeira parada foi o Sonny, onde provei meu primeiro smørrebrød, o tradicional sanduíche aberto dinamarquês. Depois seguimos para Nyhavn, o cartão-postal da cidade, com suas famosas casinhas coloridas. Minha dica é visitar durante a semana, quando a região fica mais tranquila. Aproveite para tomar um sorvete na Vaffelbageren e caminhar pelas lojas da região, como Pico, Boii, Naked, Studio Arhoj… 
No jantar, escolhemos o Vækst, um restaurante de culinária nórdica (menu degustação) que vale muito a visita. De verdade, um dos sabores mais diferentes que já provei em toda a minha vida!

No dia seguinte, exploramos o Torvehallerne, principal mercado gastronômico de Copenhagen e parada obrigatória para experimentar especialidades locais. Bem perto dali fica o Selma, um dos melhores lugares para provar um autêntico smørrebrød — reserve com antecedência. Aproveite para caminhar até o Jardim Botânico, o Castelo de Rosenborg e o King’s Garden. Antes das 18h, termine o passeio na tradicional La Glace para provar a famosa torta de ruibarbo. Aliás, vale lembrar que a maioria das lojas e cafés fecha cedo na cidade. Para jantar, minha dica é o Pluto! Muito delicioso e também com uma culinária nórdica.

Um dos pontos altos da viagem foi o Tivoli Gardens, um dos parques de diversões mais antigos do mundo e, dizem, a grande inspiração para Walt Disney criar a Disneyland. Não é preciso comprar ingressos com muita antecedência, então vale escolher um dia de sol para aproveitar.
Agora uma dica do que não fazer (na minha opinião): fomos ao Poulette depois de ver uma recomendação da Dua Lipa dizendo que era um dos melhores sanduíches de frango que ela já tinha provado. Talvez eu tenha dado azar, mas nunca comi um sanduíche tão apimentado na vida, rs!

Nos dias de chuva, aproveitamos para conhecer a Black Diamond Library, uma das bibliotecas mais bonitas da cidade, além do outlet da GANNI (GANNI Postmodern), da Igreja de Frederik e do Designmuseum Danmark, parada obrigatória para quem gosta de design.

Antes de ir embora, fiz questão de conhecer a Sct. Peders Bageri. A fama é completamente justificada, se for peça o cinnamon roll com creme de baunilha. Depois siga até Nordhavn, um dos bairros mais novos da cidade, conhecido pela arquitetura contemporânea e pelas piscinas naturais onde os moradores aproveitam o verão. Por lá, fizemos brunch no Wulff & Konstali, encerramos a tarde com um passeio de barco pela Hey Captain e terminamos o dia jantando no Odette, um dos melhores restaurantes da viagem.

Copenhagen entrou definitivamente para a lista das minhas cidades favoritas. Mais do que a gastronomia impecável, o que mais me encantou foi observar como o hygge — esse jeito dinamarquês de valorizar o conforto e os pequenos momentos — realmente faz parte da rotina da cidade.
Se você está planejando uma viagem para lá, pode salvar este roteiro. Cada lugar foi escolhido a dedo e realmente vale a visita. Espero que gostem!


